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O PEQUENO DICIONARIO DA OBRA 27 ago. * Sem categoria

O PEQUENO DICIONARIO DA OBRA

Como entender o que está sendo dito

Muitas vezes pode parecer que a obra é um universo próprio em função expressões que são frequentemente utilizadas por quem participa desse meio.

Muitas palavras e expressões já são bem conhecidas, mesmo não fazendo o menor sentido fora do contexto, mas já são amplamente divulgadas, como é o caso da expressão “pé direito” utilizada para designar a distancia entre o piso e o teto de um ambiente.

Uma das muitas versões que justifica o nome é que pé significa distancia (em pés) e direito significa correto. O fato é que mesmo quem não tem convivência próxima com obra conhece essa expressão e já não fica mais questionando a sua razão de ser.

No entanto, no dia a dia de uma obra, não é difícil desconfiar que alguma língua própria está sendo utilizada. Na verdade, está mesmo. Os termos técnicos nem sempre são de conhecimento do não especialista.

Isso ocorre em praticamente todos os segmentos profissionais. Ou seja, os técnicos muitas vezes esquecem que os leigos não são obrigados a entender o que está sendo dito ali naquele reduto.

Porem, acreditamos que saber nunca é demais, então vamos compartilhar algumas palavras e expressões comuns do nosso cotidiano, mas que nem sempre são obvias.

Falar a mesma língua sempre ajuda

Além das palavras e expressões serem muito especificas, ainda nos deparamos com o regionalismo.

Você sabia que o que chamamos de “batente” em São Paulo é chamado de “marco” em Minas Gerais?
Em São Paulo fala-se “guarnição”, enquanto em Minas Gerais, a mesma coisa se chama “alisar”.

Mas antes, você sabe o que é um batente ou marco e uma guarnição ou alisar?

Ambos são componentes da porta. O batente, ou marco, é a madeira que é fixada na parede, como se fosse um portal, onde a porta é pendurada. A guarnição ou alisar é a régua de madeira que faz o arremate entre o batente e a parede.

Praticamente todas as portas tem esse conjunto de batente + guarnição. Porem, em alguns projetos mais elaborados, os arquitetos desenham batentes que não precisam de guarnição. Normalmente o visual dessa solução é muito elegante.

Outra dupla conhecida nas obras é a soleira & baguete. Para elas, ja escrevemos um post especifico, confira aqui. Mas somente para lembrar, ambas são arremates de piso, normalmente feitas em mármore ou granito.

Na hora de fazer compras.

Muitas vezes a pessoa assume a coordenação de sua própria obra, quando a mesma não é grande, ou quando se trata de uma manutenção.

Dai o técnico solicita a compra de materiais. Neste momento é essencial falar a mesma língua para não dar confusão.

Isso porque realmente não é simples comprar artigos para construção, principalmente as miudezas.

Os campeões de confusão são os itens de elétrica e hidráulica. Tais como módulos, conexões, acabamentos, etc. A variação de opções é muito grande, portanto, não saber direito o que precisa ser comprado significa ter que voltar na loja varias vezes.

Outra definição importante de se conhecer é a respeito do acabamento de cerâmicas e porcelanatos.

Basicamente existem as opções “bold” e “retificado”. A diferença entre eles é a borda. O padrão bold é arredondado e o retificado tem as bordas retas e o rejunte entre elas quase não aparece.

Enfim, são muitos termos técnicos específicos que quando conhecidos facilitam o entendimento do projeto e a execução da obra.

 

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